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domingo, 3 de março de 2013

Duarte Amaral Netto


Duarte Amaral Netto teve obras na exposição de Janeiro de 2009 “O Presente. Uma Dimensão Infinita”. Passei a conhecê-lo porque vi uma fotografia dele no catálogo da exposição, a que não fui mas cujo catálogo comprei numa feira do livro no CCB.

Olhar para as suas fotografias é como ler um romance. Ou como ver um filme, mas só numa imagem. Adivinhamos a situação que envolve os personagens, que existem naquelas casas cheias de coisas. Casas cheias de coisas mas para as quais apetece olhar. O fotógrafo consegue tornar esteticamente agradáveis esses ambientes domésticos confusos…o que deveria ser familiar e quotidiano torna-se objeto de beleza.

As cenas nunca invocam sentimentos muito fortes, mas antes carregam uma espécie de tensão. Não sabemos o que é que se passou antes ou vai passar a seguir. Ou se sequer se se vai passar alguma coisa.

"Lisboa", 1999

A composição das imagens também indicia ficção... sentimos que houve de facto alguém a controlar aquilo que estamos a ver. O que não deixa de nos fazer sentir envolvidos pela situação representada.

Às vezes alguma coisa de errado se passa... Perguntamos o que é que está errado. Mas nunca percebemos, porque o que fica sempre é a apatia dos "personagens", que não nos deixa clara a situação. E provavelmente é isso que torna atraentes estas imagens, o facto de não nos dizerem o que mostram mas de se guardarem, de nos obrigarem a tentar descobri-las.

"Horóscopo", 2004

O artista nasceu em 1976, expõe regularmente e já foi galardoado com vários prémios. Tirou Comunicação Cultural na Católica e estudou fotografia no ar.co depois disso, em 2000. A colecção BESart tem várias fotografias suas.

sábado, 30 de julho de 2011

Zé Ninguém

Descobri recentemente um projecto que penso pertencer ao pintor Daniel Melim, adequadamente chamado ze-n-inguem.org. Concretiza uma ideia que acredito já ter corrido nas cabeças de muitos de nós (na minha correu):

"NINGUÉM FAZ A ARTE QUE OS TEUS OLHOS ACORDAM NA CIDADE"

O projecto consiste assim em apresentar essa arte de uma forma semelhante à que vemos em livros de arte e nas descrições que acompanham as peças de qualquer galeria, por exemplo. Por enquanto estão só apresentadas fotografias de Lisboa. As fotografias estão bastante boas, diga-se de passagem, e penso que seria legítimo, fugindo ao objectivo do projecto, considerá-las a obra propriamente dita e atribuí-la ao Daniel Melim. Claro que assim isto perderia a graça.

O "autor" incita ainda a que se indique a localização de mais "obras" (aspas demais?), portanto da próxima vez que a cidade vos apresentar uma das suas criações não hesitem em registar o local. Aqui ficam algumas das fotografias:


sem título/untitled, porta, tijolos e barras de metal/ door, bricks and metal bars, 2010 - Rua do Alecrim (Chiado)


sem título/untitled, par de ténis e cabo/tennis shoes and cable, 2010 - Praça da Figueira


sem título/untitled, tinta sobre parede/paint on wall, 2010 - rua pedonal entre a Avenida da Índia e a Rua da Praia do Bom Sucesso (traseiras do C.C.B.)/ pedestrian street between Avenida da Índia and Rua da Praia do Bom Sucesso (backpart of C.C.B.)


sem título/ untitled, humidade sobre ladrilhos/ humidity on tiles, 2010 - Estação de Metro do Cais do Sodré/ Cais do Sodré Subway Station




domingo, 3 de abril de 2011

Foire Internationale du Dessin - Universitatea de arta si design Cluj-Napoca

Vai-se realizar em Paris a 31ª Feira Internacional de Desenho, que apresenta 90 de estudantes de 40 escolas de 14 países diferentes. Portugal está representado por 11 artistas. Há muitas obras de qualidade (ver todas), mas surpreenderam-me os alunos da romena Universitatea de arta si design Cluj-Napoca, principalmente dois que apresentam uma técnica extremamente realista, apesar de a temática ser extremamente diferente. Nos trabalhos de Alexandre Radulescu o uso da perspectiva parece de certa forma fotográfico. A manter debaixo de olho.

Claudiu Candea




Alexandru Radulescu




Razvan Anton




Alice Iliescu




terça-feira, 27 de abril de 2010

Claire Scully

Ilustração é espectacular: é arte sem pretensões conceptuais,esteticamente muito apelativa. Como é raro o conteúdo ser abstracto, inova-se pela técnica. É o meu ponto de vista, pelo menos.

Adoro ver blogs de ilustradores e descobri agora este: The Quiet Revolution, da inglesa Claire Scully. É uma ilustradora que já fez campanhas para nomes como a revista Wallpaper*, o jornal The Guardian, a editora Penguin Readers, etc. Aqui deixo algumas ilustrações das que mais gostei.









quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Richard Long

Richard Long é um artista que usa uma "tela" um pouco diferente. Nas caminhadas que faz pelo mundo e que, só por si, tanto o caracterizam individualmente, deixa na terra obras de arte que consistem apenas em mudá-la um pouco, sem qualquer impacto que não o (positivo) visual. Começou em 1967, com uma linha num campo de erva, e desde então "esculpiu" um pouco por todo o globo. Vejam o site.